Eis o primeiro vídeo do meu recém-nascido projecto  musical no YouTube…

Enjoy!

um ser solitário
numa mesa de café
vinte e oito
e a caminho dos trinta
(número redondo como a
minha barriga já pesada)

olhando em volta
suspirando os males
e os azares, lamentando
estar só, mas agradecendo
os momentos de calma
que isso traz…

Na verdade
eu sou uma pessoa imensamente triste.
Por isso alegro-me com as mais pequenas coisas, deslumbro-me constantemente.
Vivo de sonhos, ilusões e possibilidades infinitas. Mas tenho consciência delas, tenho presente que nunca irão passar de fantasia.

(quero o teu corpo e o teu sorriso. preciso. é-me urgente provar os teus lábios e sentir a possibilidade de entrar nessa tua maravilhosa intimidade)

Feiticeira, não me encantes mais! Não quero prender-me na teia (ternurenta) dos teus abraços…

I have a bad feeling about this”, pensou.

O meu coração sobressalta-se, preciso escrever, escrever. É perigoso quando escrevo por pura necessidade. As verdades são mais nítidas, nada é fantasiado, não há personagens, não há enredos, não há segredos fechados em baús. E estou profundamente, profusamente triste. Confusamente emocional.

What else is new”, perguntou-se.

Quem me dera poder mudar, já o disse tantas vezes. Sem conta, peso e medida, mudar somente. Há no mundo um anjo imaginário em forma de mulher, só para mim. Começo a duvidar. Nesses mesmos momentos, quem me dera que fosse outro, não eu.

This is a happy end,

‘cos you don’t understand

everything you have done…

Why’s everything so wrong?

E o trombone soa feliz, apesar de tudo…