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Um café, um pequeno bloco de folhas brancas com alguns desenhos, palavras de canções e escritos aleatórios de emoções estravazadas, em pequenos jactos de tinta negra, perfeita. Sinto-me no meu mundo, twisted and little, refúgio e pensamento de mim para mim mesmo.

Neste espaço rodeado de gente que convive alegremente e respira um momento pequeno de liberdade, também eu o faço comigo. Mas sinto-me ainda mais só, como quando passeio pela cidade, ouvindo apenas a música do meu mundo e tentando passar despercebido por entre as pessoas de sorrisos largos, frescos e luminosos.

Sinto alguma inveja de quem tem uma “cara metade”, seja lá o que isso for. Também gostaria de partilhar a minha realidade, encontrar para mim um espelho meu com o qual me pudesse rir das minhas imperfeições. Sozinho não lhes acho piada nenhuma. Estou com frio, estou frio, torno-me frio… sou frio, sou o frio.

Escrevo palavras de ruína, sempre, com alguma esperança e crença no seu poder catártico. Mas esse momento é apenas o instante de um piscar de olhos. Assim que termino, tudo desaba, sinto-me novamente perdido, irremediavelmente perdido, como uma personagem atormentada de um qualquer conto fantástico. Pensa Rita, em Matar a Imagem:

«Não pode existir loucura a dois.»

«Enquanto formos dois nenhum de nós está louco.»

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