Category Archives: Cinema Paradiso

Ainda não vi o novo filme do James Bond, mas parece que exitem tanto críticas favoráveis, como críticas desfavoráveis.

Penso que dizem que é um novo e melhorado Bond, que quebra um pouco a monotonia em que começaram a cair as películas (gostaram? eu gostei…) do agente secreto menos secreto do planeta :) Outros ainda dizem que sentem a falta das engenhocas dos filmes antigos. Seja como for, ninguém me demove da opinião que o Daniel Craig parece um mafioso russo hehe :P

Mas cá para mim, se quisessem verdadeiramente inovar, teriam contratado o actor que em seguida passo a apresentar. E nem sequer teriam que se preocupar com a banda sonora, pois este actor também canta! Qual Daniel Craig, qual carapuça!…

Contemplai…

Do enjoy! hehe ;)

Finalmente alguém no youtube decidiu partilhar o trailer deste filme fantástico, que facilmente posso eleger como um dos meu preferidos: Gerry, de 2002, realizado por Gus Van Sant, com Casey Affleck e Matt Damon, que desempenham os papéis de dois amigos, ambos chamados Gerry, que fazem uma caminhada por um deserto imenso, sem água, nem comida.

Segundo algumas opiniões, este filme é um “exercício de paciência”. Talvez seja, mas essa paciência é grandemente recompensada pelas imagens lindíssimas que a magníficia fotografia do filme nos proporciona. É de facto uma experiência visulamente fantástica e hipnotizante. Aconselho a vê-lo numa sala de cinema, escura e quase vazia, porque foi esse o ambiente em que vi este filme (num dos ciclos de Verão do Cinema Oita, em 2002). No entanto, façam-no em boa companhia, para que possam partilhar com alguém a beleza das imagens da paisagem singular e de uma beleza por vezes irreal. Essas mesmas imagens partilho agora com quem estiver interessado… ;)

Antes de mostrar o trailer do filme, gostaria de mostrar um excerto de um diálogo entre os dois amigos Gerry que, perdidos na imensidão do deserto, tentam encontrar o caminho de volta…

Gerry: What are you doing on that rock?
Gerry: Looking for you.
Gerry: Why didn’t you just go to the spot?
Gerry: I did. You weren’t there.
Gerry: I’ve been there. I was just sitting there.
Gerry: Dude, that’s not the spot. The spot is like a half of a mile that way. I was at the spot. I was waiting for you forever. I was yelling your name. And I just came walking up here, and I saw this rock. I crow’s-nested up here to scout-about the ravine ’cause I thought maybe you gerried the rendezvous. Sure enough, that’s not the spot.
Gerry: All right, my fault.


Enjoy! ;)

coisa ruim1.jpg

Primeiras impressões de um filme português… acabadinho de ver (fresquinho na memória, portanto) …

Há sempre uma casa. Que se ergue no meio de uma aldeia povoada de crenças e medos sem explicação (ou com a explicação toda?). Mas o que interessa é o coração da casa. Algo que lá dorme, juntamente com o seu eco. Mas tudo muda com a chegada de coisas novas. Algo desperta, pouco a pouco.

Filme que deixa ficar impressões de realidades escondidas. Sensações familiares de quem entre numa casa velha, com almas penadas entranhadas na madeira de séculos. Os habitantes da aldeia têm uma expressão de pavor colectivo perante a invasão forasteira, que vem abalar a tranquilidade, aparentemente enraizada em pedras seculares. E olham desconfiados, tementes…

Coisa Ruim, um filme de Tiago Guedes e Frederico Serra (dupla do telefilme “Alta Fidelidade”, de 2000). Grandes interpretações de Afonso Pimentel (Rui), Filipe Duarte (António) e Gonçalo Waddington (Luís), se tiver de destacar os que mais me marcaram. Atenção muito grande ao pormenor e à ambiguidade, com diálogo inteligente sobre religião, ciência e o paranormal. O argumento do jornalista e escritor Rodrigo Guedes de Carvalho dá origem a um filme único no panorama cinematográfico português. O ambiente na aldeia faz lembrar um pouco a curta “I’ll see you in my dreams” (2003), de Miguel Ángel Vivas, principalmente no cenário de aldeia recôndita e nos seus habitantes assustados. Mas Coisa Ruim é obviamente mais subtil, deixando impressões mais marcantes, que nos acompanham no caminho a casa. A fotografia do filme é simplesmente fantástica e digna dos melhores filmes de terror/suspense, na minha opinião. O cenário natural da aldeia de Torroselo, em Seia, é lindíssimo. Esta aldeia antiquíssima, com foral do século XII, tem das mais belas e fantásticas paisagens que já vi. A prova que o nosso país merece ser visitado e merece quem aposte nele! E o mesmo se pode dizer do Cinema português, claro. Para mais informações visitem o site oficial do filme (não se assustem!).

Abraços e bom cinema! ;)