Monthly Archives: July 2008

Once…

Escrevia palavras disconexas ao som de uma voz feminina e um piano tenebroso, soando a história de um conto de fadas. Lia Ana Teresa Pereira e os seus amores estranhos. Coincidência, banda sonora perfeita naquele fim de tarde quente. Seres perdidos que se envenenam de amor, “a love that if bottled it would kill”…

Desesperadamente, a coisa que eu sou, até que a morte nos separe…

[At the end of the day I am always lost]

Escreveu numa folha de papel, na frieza de um quarto invernoso. Suspirou amargamente a tristeza que o invadia e sentou-se no chão de tábuas velhas naquela casa longe de todas as vozes, fora de todas as coisas.

Sentiu uma vontade suprema de invadir o espaço de um só grito. Opaco. Mas saiu-lhe um murmúrio quase imperceptível, “tu”…

[sinking into memories of you]