Monthly Archives: May 2006

A beleza do ser feminino

sente-se pairar, como essência superior.

Porque o ventre é a nossa casa

e toda a mulher possui a chave.

Tem-na nos seus lábios, nos seus seios,

no seu sexo fecundante.

Tocar a mulher é tocar poesia.

E entrar nela.

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O teu ventre é o espaço

do silêncio que se revela.

Os teus seios são enormes

clarões de fogo que se impõem.

E as tuas coxas a estrada

que conduz ao centro da não-gravidade.

E o homem é estéril

e sem forças perante esse corpo

delineando-se e centrifugando

a cada bambolear provocante

das tuas ancas poderosas

e fugidias…

 

mulher

“Every day is a gift, which is why they call it the present.”

                                                     – Alfred Hitchcock

Alfred Hitchcock

Ora pois aqui está um vídeo magnífico para um não menos magnífico tema de David Hasselhoff (sim, esse mesmo!). Este tema, Hooked on a Feeling, foi retirado do álbum…

(esperem aí um bocadinho que já vou googlar…)

Ah sim… do álbum Hooked on a Feeling, de 1999. Já tem alguns anitos, mas continua tudo tão actual!! (ou não…). É uma canção com alguns “elementos tribais” (quer na letra da canção, quer no vídeo). No vídeo clip veremos o nosso herói, Michael Night, desculpem, David Hasselhoff, a comportar-se como um autêntico globetrotter e a fazer amizades por todos os lugares em que aterra (sim, disse aterrar…)

Sem mais de momento, deixo-vos com Mitch Buchannon, perdão, David Hasselhoff…

Peço desculpa por isto, mas apeteceu-me colocar aqui um pequeno e insignificante divertimento (um exercício, diria), feito a partir da leitura do magnífico poema de Álvaro de Campos, intitulado Dobrada à moda do Porto.

O divertimento que vos apresento aqui nada tem a ver com o poema do heterónimo de Pessoa…

Fármaco místico

-Tragam-me uma tosta mística!

para os meus sentidos

quente que alimente

a alma por dentro deste corpo que dói.

- Quero um misto de um místico da tosta

e existencial de comida enlatada (enlutada)

como a minha angústia aveludada.

(Eu sou todo tosta…

Não! Eu sou todo místico

como a tosta que arrefece

em meu pensar nela quente

que alimente o imaginário por fora

de um prato vazio)

- Podia dar-me antes uma aspirina?…